Se a sua vida fosse transformada numa história, qual seria o título?

A história ainda não acabou. Guardo sempre o título para o fim.

Quando era pequenino, o que queria ser?

Como percebi cedo que não ganharia a vida a marcar golos, queria ser veterinário.

Qual foi o seu primeiro trabalho? O que aprendeu com isso?

Fui ajudar o meu padrinho no bar do Orfeão de Matosinhos com 15/16 anos. Na altura só aprendi a tirar cafés em chávena fria. Ainda não vivia no Planeta Terra.

Quando é que percebeu que o Marketing era a sua paixão?

Nunca foi. O Marketing é uma opção de vida da qual não me arrependo e que contribui para a minha felicidade e sobrevivência. Gosto muito do que faço. Sou um afortunado.

Conte-me uma história que tenha vivido em trabalho e que o tenha deixado ao estilo do Leonardo DiCaprio, no “Titanic”, a dizer que é o rei do mundo. 

Assim de repente, foi abertura da DeBORLA Matosinhos. Uma coisa imperial. Um tratado de eficácia de um plano de comunicação. Vi-me na popa do Titanic, mas junto a mim estavam todos os meus colegas. Mais recentemente, foi ver a Cardan ser distinguida pela Kia Portugal como uma concessão exemplar no processo de digitalização. Mas mais uma vez nada se faz sem equipa.

E uma história que preferia não ter vivido.

Tive várias. Mas aprendi e evolui com todas. Muito mais do que com os sucessos, que são sempre tão bons quanto efémeros.

Quem é que o inspira? 

A lista é grande, onde se inclui família e amigos, mas vou fazer um destaque: Eu. Não é egocentrismo (claro que é). Mas fui sempre eu a dar os passos, a fazer as escolhas e a trabalhar muito. Fui sempre eu o gajo-com-medo-mas-teimoso-e-resiliente-quanto-baste. Não mudaria nada.

Quando não está a trabalhar, o que o relaxa?

Um filme épico histórico. Ou de Zombies.

Como é um dia seu de trabalho?

Não começo o dia sem espreitar as capas dos jornais. É uma espécie de ritual. As notícias são de ontem, eu sei, mas ajudam-me a situar. Depois rumo a Norte e foco-me nas prioridades do dia, invariavelmente já anotadas no caderno. E o dia flui, com as imprevisibilidades habituais que por vezes fazem dele um dia cansativo mas muito bom.

 No dia em que morrer, que história vai estar escrita na sua lápide?

A história de um homem com defeitos, mas bom. Em todos os sentidos. Porque os bons deixam legado verdadeiro.

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** “Pessoas com Histórias” é uma rubrica semana com publicação à sexta-feira. **