Se a sua vida fosse transformada numa história, qual seria o título?

“Movimento”.

Quando era pequenina, o que queria ser?

Não lembro de ter desejo por uma profissão dos sonhos quando pequenina. Aliás, nunca me imaginei jornalista. O jornalismo me ganhou. Sem certeza sobre qual graduação escolher, fui no embalo de uma amiga, que inscreveu-se em jornalismo. Ela mudou para publicidade, e eu segui. Não me arrependo. 

Qual foi o seu primeiro trabalho? O que aprendeu com isso?

Meu primeiro trabalho foi como estagiária no Departamento Municipal de Água e Esgoto de Porto Alegre, a minha cidade. Confesso que lá aprendi muito pouco, mas o salário era bom! Andava a pé da minha casa até o trabalho e o caminho era lindo. Acho que aprendi mais durante o trajeto do que propriamente no estágio. Andava e pensava sobre coisas da vida, como fosse uma meditação diária.

Quando é que percebeu que trabalhar a marca pessoal dos outros era a sua paixão? 

Quando estava com 22 anos de profissão, sempre em jornal diário, percebi que precisava encontrar outro propósito para a minha vida. Aquilo já não me fazia mais feliz. Busquei no autoconhecimento algum outro talento para encontrar alguma atividade profissional que fizesse meu olho brilhar novamente. Ao trabalhar a minha marca pessoal por necessidade, descobri que poderia fazer disto um negócio. Planeei a minha mudança de carreira oito meses antes de, efetivamente, mudar.

Conte-me uma história que tenha vivido em trabalho e que a tenha deixado ao estilo do Leonardo DiCaprio, no “Titanic”, a dizer que é o rei do mundo. 

Quando estava com apenas seis meses na nova atividade, em personal branding, saí do Brasil para fazer um curso em Lisboa. Ao conhecer pessoas, tive uma perceção diferente, mais ampliada das minhas possibilidades profissionais. Foi então que meu atrevimento levou-me a arriscar o mercado em Portugal. Em menos de um ano, conquistei clientes e dei formações em Lisboa e no Porto. Sempre que o medo insistia em aproximar, eu pensava: “o que me impede?”. E assim cresci muito profissionalmente e conheci pessoas incríveis neste País tão acolhedor.

E uma história que preferia não ter vivido.

Profissionalmente, considero até as situações mais desagradáveis válidas para o aprendizado. A história que preferia não ter vivido é pessoal. Acompanhar a doença e a morte da minha mãe foi a pior experiência que vivi.

Quem é que a inspira? 

Eu me inspiro em pessoas pró-ativas, resilientes, autodidatas, fortes, e que superam suas próprias expetativas. Gosto de ler e ouvir histórias reais. Entre elas, Amyr Klink (navegador brasileiro), o empresário brasileiro Abílio Diniz, a influencer Camila Coutinho, adoro Sofia Castro Fernandes, Sophia Amoruso, e a empresária Analisa Brum, dona da melhor empresa de endomarketing do Brasil.

Quando não está a trabalhar, o que a relaxa?

Viajar, andar sem pressa pelas livrarias, escrever meu primeiro livro.

Como é um dia seu de trabalho?

Atualmente eu administro bem os meus horários. Atendo meus clientes de forma online ou presencial diariamente, um ou dois por turno. Produzo o meu conteúdo para o LinkedIn e Instagram (textos e vídeos) diariamente, administro a minha empresa (finanças, investimentos, conteúdo e revisão constante do método de trabalho). Semanalmente, reservo um turno da agenda para resolver coisas pessoais. Saber fazer a gestão do tempo é fundamental para quem trabalha em home office. 

No dia em que morrer, que história vai estar escrita na sua lápide?

“Esta foi uma mulher atrevida, autoconfiante e desprendida das coisas menos importantes da vida.”

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