Após 100 dias de escrita… suspirei de alívio

Terminei no dia 14 de outubro o desafio a que me propus no dia 7 de julho de 2020, na minha conta do instagram.

A ideia foi: durante 100 dias fotografar a minha nuvem amarela (o meu logótipo) por vários sítios, sempre com uma palavra escrita nela e sempre com um texto feito sobre essa palavra

Sei que cumpri a missão – não falhei nenhum dia -, mas fiquei muito aquém das minhas expectativas. Porquê?

  1. Publiquei fotografias miseráveis, culpa de não ter muito jeito para fotografar, culpa de, muitas vezes, deixar tudo para a última hora e ter de fazer algo a despachar;
  2. Publiquei alguns textos altamente desinteressantes. Aqui também entra a questão de fazer porque sim, fazer para não falhar, fazer no último minuto.

Mas, não escondo, no meio disto, tenho uma pontinha de orgulho em mim. Durante 100 (longos) dias, escrevi sobre pés, vacas, janelas, meias, puffs, arte, lixo, rugas, luz, creme e muito mais. E diverti-me. Diverti-me tanto. Levei a nuvem amarela para os Açores, levei-a para os 738km da N2, pu-la sentada na sanita, junto ao leme de um barco, dentro da máquina de lavar roupa e na grelha do churrasco.

Claro que houve dias em que me arrependi do filme onde eu própria me meti, mas agora que acabou até sinto falta da adrenalina de “oh, meu deus, hoje ainda não tenho nuvem!”.

Lições a tirar deste #100diasdeescritadaMónica:

  1. Uma tarefa que inclui três (escolher a palavra, fazer a fotografia e escrever o texto) desafios dificulta a concentração
  2. Não planear nem sempre dá bom resultado
  3. Deixar tudo para a última – sim, um dia escrevi um texto quando faltavam dois minutos para a meia noite! – é a pior ideia de todos

Acabou, está feito, já suspirei de alívio e tão depressa não me meto num filme destes.

Todas as fotos são da autoria de Mónica Menezes

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